Sábado, Janeiro 15, 2011
"Deus está no orgasmo"
Franciscano diz que o orgasmo também é uma forma de falar com Deus, se for casado e sobretudo se não usar preservativo. Vaticano não se opõe
Edição do kamasutra católico foi apoiada pela igreja polaca
(Jornal i, 14 de Janeiro de 2011)Se fosse para ser queimado na fogueira pelo Vaticano, já teria sido. A constatação é de Ksawery Knotz, um monge capuchinho de 45 anos que anda há dois anos a vender um mais que assumido kamasutra católico. Esta semana, a obra foi apresentada em Madrid, com o apelativo título "No tengas miedo al sexo". Voltou a valer chamadas expressivas na imprensa, já que Knotz não é frugal nas palavras. Um exemplo? "Deus está no orgasmo."
Se só agora se deparou com a ousadia literária, poderá adquiri-la na versão espanhola ao preço especial de 16 euros, no site da madrilena Asociación Cruz de San Andrés, uma das promotoras da edição em Espanha. A apresentação, terça--feira em Madrid, contou com a presença do monge, de origem polaca, disponível para responder às perguntas que desde 2004 têm sido suscitadas pelo livro mais despudorado da Igreja Católica. "Há que acabar com a ideia de que quando se fala de sexo não se fala de Deus", disse durante o evento, no Centro Riojano de Madrid. Sobre a eventual mão pesada do Vaticano, respondeu com leveza: "A igreja aprova os meus textos porque não dizem nada de contraditório. A única diferença é que ela o faz com palavras mais solenes."
A coerência, neste caso, está no facto de o kamasutra católico ter como destinatários casais unidos em matrimónio e desaconselhar o uso de contraceptivos como facilitadores de relações ocasionais, considerando-os mesmo nocivos. Aos casados, tudo é então permitido. "Todos os actos - um carinho, uma posição sexual - que tenham como fim a excitação são permitidos e agradam a Deus", defende Ksawery Knotz. "Os casais casados celebram o seu sacramento, a sua vida em Cristo, também durante o sexo. Chamar-lhe uma celebração do sacramento do casamento eleva a sua dignidade de forma excepcional." Dizê-lo choca muitas pessoas? "Sim", tem admitido durante palestras replicadas com um inevitável chorrilho de declarações. "Choca as pessoas que aprenderam a ver o sexo de uma forma má. É difícil compreenderem que Deus também está interessado numa vida sexual feliz", disse por exemplo em 2009, citado pela BBC.
A pergunta sobre que experiência tem um capuchinho nestas matérias também é recorrente. Ksawery Knotz defende-se com dez anos de aconselhamento matrimonial, onde nunca houve temas tabu - exemplo disso é o site www.szansaspotkania.net, com versão em inglês, onde apresenta incontáveis conselhos. Em 2008 já era notícia pelos seus retiros de fim-de-semana sobre sexo divino, esgotados com um ano de antecedência. No meio de tanta pregação, nunca lhe foi reconhecida nenhuma heresia. Mesmo com saídas destas: "Ter um orgasmo é como ir para o céu."
Comentário:
Não acredito em deus. Mas, acredito e adoro o orgasmo.
O céu não existe. Mas existe a lua e as estrelas.
Fazer amor é como ir à lua; o orgasmo é mergulhar nas estrelas.
Etiquetas: casamento, deus, orgasmo, sexo
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Depois de ver milhares e milhares de criancinhas de 03 a 07 anos de idade (pois dos 08, 09, aos 12, se não morreram ou ficaram loucas, vão sendo despachadas para o tráfico de menores, para os lacaios se refestelarem com a sobra, e venderem a carcaça desgraçada do que foi uma pessoa)gritando sendo estupradas covardemente, esse elemento deve ter ganhado excepcional experiência. Lembra os pastutos se metendo na vida íntima das pessoas, geralmente comendo a mulher e 'aconselhando' o corno a fazer uma 'limonada' com o peso da desconfiança do galho quando passa na porta da igreja pra levar o dízimo para o fancho divino.
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